ALFACE

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A alface é uma velha conhecida do homem.
Os primeiros vestígios remontam a cerca de 4.500 anos AC.
Mais tarde cerca de 2.500 anos AC, encontraram-se evidências do seu uso pelos egípcios em cirurgias como analgésico e sedativo.
Os romanos comiam-nas antes e depois das refeições.Nos nossos dias as alfaces existem numa diversidade de formas, tamanhos e cores.
Geralmente a classificação baseia-se em características como a forma da folha, tamanho, grau de formação do repolho, etc.
Atualmente, as diferentes alfaces dividem-se em 6 grandes grupos: as alfaces tipo “Bola de Manteiga”, as “Batávias”, as “Romanas”, as “Grasses” ou “Latinas”, as “de folhas” ou “de cortar” e as “de caule” ou “alfaces espargo”.

Alfaces Bola de Manteiga – formam repolhos arredondados, folhas lisas ou ligeiramente empoladas, macias e geralmente mais finas que as de folha frisada, sendo, por isso, mais sensíveis a danos físicos.
Têm, geralmente, um ciclo cultural mais curto que as frisadas e atingem um menor tamanho.
São vulgarmente conhecidas por alfaces de folha lisa.

Alfaces Batávias – inclui as batávias de origem europeia (conhecidas por batávias) e as de origem americana (mais conhecidas por alfaces do tipo Iceberg).
A textura crocante das folhas é semelhante nas batávias e Iceberg, no entanto, as Iceberg formam repolhos maiores, mais fechados e mais firmes que as batávias.
Ambas têm folhas com o bordo ondulado sendo, por isso, também conhecidas por alfaces frisadas.

Romanas – apresentam uma postura ereta, com folhas lisas, alongadas e estreitas, com a nervura principal grossa e quebradiça; forma repolhos cilíndricos, geralmente pouco firmes.
O sabor distingue-se das restantes por ser mais adocicado.
São muito cultivadas e consumidas na bacia mediterrânica.

Grasses ou Latinas – são muito semelhantes às alfaces “bola de manteiga”, distinguindo-se delas pelo seu menor porte e maior espessura das folhas.
Também têm um porte ligeiramente mais ereto das folhas da base.

Alfaces de folhas – as plantas têm um especto aberto e não formam repolho.
A forma e a cor das folhas variam consideravelmente.
Algumas apresentam folhas muito frisadas e outras profundamente lobadas, como as folhas dos carvalhos.

Alfaces de caule – não formam repolho; têm um caule comprido e carnudo, ramificado ou não.
Em Portugal, o cultivo de alfaces romanas, grasses, de folhas e de caule não tem expressão.
As mais difundidas pertencem ao grupo das Bola de Manteiga, embora nos últimos anos o cultivo de Batávias (de origem europeia) tenha vindo gradualmente a aumentar.

Conservação
Deve assegurar-se uma boa rega ao longo do ciclo cultural. As fases de floração e de vingamento dos frutos são especialmente sensíveis à falta de água.
Pode originar a podridão da extremidade floral e o não vingamento do fruto.
Deve regar-se em profundidade e, depois, regar quando o solo ficar seco nos primeiros 10 a 20 cm.
A rega gota-a-gota evita a alternância de secura / excesso de água e permite também poupar água.

Valor Nutritivo
Podar a seguir às duas primeiras folhas verdadeiras. Isso vai suscitar o desenvolvimento de braços secundário que por sua vez faz acelerar o aparecimento dos frutos.
Podar 2 folhas a seguir a cada fruto formado.
Regar regularmente com chorume de urtiga diluído a 20-50%, até à formação dos frutos.
Se não dispuser de muito espaço para o crescimento na horizontal, pode orientar as aboboreiras para crescerem na vertical, por meio de estacas fortes ou outras estruturas de suporte resistentes em especial se forem espécies de maior porte.
Se as plantas não estiverem a crescer vigorosamente, deve fazer-se uma adubação extra.

Uso culinário
A alface de modo geral é consumida crua e serve como base de muitas saladas.
Pode ainda ser utilizada em sopas ou refogada.
Também é usada em sumos e em chãs calmantes.

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