Sobre os Círculos de Mulheres por Élia Gonçalves

Sobre os Círculos de Mulheres por Élia Gonçalves

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A alma das mulheres é nutrida, em grande parte, pela alma de outras mulheres.

Por entre os dias que passam, as tarefas para fazer, os sonhos por cumprir e os papeis para desempenhar, as mulheres atravessam a vida até àquele momento em que precisam urgentemente de si próprias, de escutarem a sua canção interna e de a partilhar com outras que saibam escutar a sua alma.

Independentemente de terem uma personalidade mais solitária ou mais social, as mulheres são seres comunitários. Elas trazem em si um apelo para a entreajuda, para o cuidar e o nutrir do outro. Para escutar e apoiar quando é necessário. E para se darem aos outros.

Os círculos de mulheres – abençoados sejam todos! – são ainda mal-entendidos e muitas vezes vistos como encontros de mulheres que brincam às feiticeiras, que se juntam para vestir saias ou tocar tambor. Poucas pessoas, a não ser as mulheres que efetivamente participam neles, entendem o que se passa dentro de um circulo e o porquê da necessidade que as mulheres têm de se encontrar periodicamente. No entanto, e apesar do caracter xamânico que apresentam grande parte dos círculos de mulheres, estes encontros têm uma função muito mais profunda do que aparentam.

Os círculos de mulheres são uma fonte de partilha, cooperação, apoio e profundo suporte. São espaços privilegiados para a manifestação da alma de cada mulher que nele participa. Eles alimentam o arquétipo do próprio feminino. Trazem a oportunidade de se ser abraçada e acolhida de uma forma que só as mulheres sabem fazer. De viver as estações internas e o paradoxo feminino sem julgamento. De permitir-se ser sagrada, ainda que quotidiana.

Os círculos de mulheres não são para mulheres especiais. São para as mulheres normais. As que trabalham e fazem o jantar e se preocupam com os filhos e com as olheiras. E que, de tempos a tempos, se permitem sentar em circulo, escutar a alma das outras mulheres e, no seu abraço e acolhimento, ouvir a voz da sua própria alma.

Texto de Élia Gonçalves
Coordenação Técnica-Pedagógica da
Escola Transpessoal

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